Aspectos Ecocardiográficos da Estenose Aórtica: Parte 3

Para o bom entendimento dos casos apresentados é necessário ler as Partes 1 e 2 deste texto, postadas anteriormente neste canal.

Caso 1 - Exemplo de estenose aórtica grave com função do VE normal

J.S, paciente de 68 anos, masculino, peso 78 kg, altura 168 cm, SC 1,88 m². Espessura de septo e parede 14 mm, diâmetro diastólico do VE 49 mm, índice de massa 150 g/m², espessura relativa das paredes 0,57. Fração de ejeção 68%, dP/dt do VE 1355 mmHg/s. Diâmetro da VSVE 1,65 cm (área 2,14 cm²), VTI da VSVE 24,8 cm, VTI da aorta 123 cm, área aórtica 0,43 cm² (0,23 cm²/m²), gradiente médio 54 mmHg. 

Caso 1: Estenose aórtica importante com função do VE preservada   

Caso 2 - Exemplo de estenose aórtica grave com baixo fluxo e baixo gradiente

F.C.D.F. 65 anos, sexo feminino, peso 58 kg, altura 156 cm, SC 1,56 m². Espessura do septo 12 mm; espessura da parede 12 mm; diâmetro diastólico do VE 60 mm; índice de massa 200,6 g/m²; espessura relativa 0,40 (hipertrofia excêntrica).

Teste com dobutamina:

Caso 2: Estenose aórtica importante com baixo fluxo e baixo gradiente. Cálculo da área aórtica. 

Teste com dobutamina:

 (Dobutamina basal) – (Dobutamina pico).

Caso 2: Fluxo da VSVE e da aorta no pico da Dobutamina.

 

Caso 3 - Exemplo de estenose aórtica paradoxal

T.B.M., 57 anos, sexo feminino, hipertensão arterial importante. Peso 65 kg, altura 169 cm; SC 1,75 m². Espessura do septo 15 mm, espessura da parede 14 mm, diâmetro diastólico do VE 46 mm, índice de massa 154,3 g/m², espessura relativa 0,61 (hipertrofia concêntrica importante).

Dados ecocardiográficos antes e após anti-hipertensivo:

 

Caso 3: Estenose aórtica importante paradoxal após administração de anti-hipertensivo de ação rápida.

 

Texto escrito pela Prof. Dr. José Maria Del Castillo, MD, PhD

Chefe do Departamento de Imagem da SBC-PE

Vice-Presidente da Ecocardiografia do Departamento de Imagem Cardiovascular da SBC

Professor de curso da Escola de Ecografia de Pernambuco

 

Referências usadas no texto:

  1. Nishimura RA, Otto C M, Sorajja P, Sundt III DF, Thomas JD, Bonow RO et al. 2014 AHA/ACC Guideline for the management of patients with valvular heart disease. J Am Coll Cardiol 2014; 63:e57-185.
  2. Tarasoutchi F, Montera MW, Ramos AIO, Sampaio RO, Rosa VEE, Accorsi TAD et al. Atualização das diretrizes brasileiras de valvopatias: Abordagem das lesões anatomicamente importantes. Arq Bras Cardiol 2017; 109:6, supl. 2.
  3. Rosa VEE, Accorsi TAD, Fernandes JRC, Lopes ASSA, Sampaio RO, Tarasoutchi F. Estenose aórtica baixo-fluxo e fração de ejeção reduzida: Novos conhecimentos. Arq Bras Cardiol 2015; 105(1):82-85.
  4. Baumgartner H. Aortic stenosis: medical and surgical management. Heart 2005; 91:1483-1488.
  5. Nishimura R, O´Gara PT, Bonow RO. Guidelines update on indications for transcatheter aortic valve replacement. JAMA Cardiology 2017; 2:1036-1037.
  6. Sathyamurthy I, Jayanthi K. Low flow low gradient aortic stenosis: clinical pathways. Indian Heart J 2014; 66:672-677.
  7. Kohlmann Jr O, Gus M, Ribeiro AB, Vianna D, Coelho EB, Barbosa E et al. Diretrizes Brasileiras de Hipetensão VI. Tratamento medicamentoso. Braz J Nephrol 2010; 32, Capítulo 6.

Quiz

1. Qual dos casos é uma estenose aórtica importante típica, com todos os dados ecocardiográficos compatíveis com o diagnóstico (área valvar diminuída, gradiente VE-Ao aumentado e FEVE ainda preservada)?




2. O caso 2 trata-se de uma estenose aórtica grave com baixo fluxo e baixo gradiente. Por que o ecocardiograma com dobutamina foi feito?





3. No caso 3, o que aconteceu no resultado do ecocardiograma após a administração do captopril?





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